Conheça a Wairon, startup focada no acesso ao serviço de lavanderia de maneira colaborativa, conectando pessoas e compartilhando máquinas de lavar ociosas. Os fundadores João Abussamra Neto e Omar Magid Hauache conversaram conosco para introduzir o conceito proposto por sua nova iniciativa e discutir os rumos da economia compartilhada no Brasil. Considerando o momento de rápidas mudanças econômicas e controvérsia relacionada à políticas regulatórias governamentais locais, organizei algumas perguntas a fim de contribuir ao debate.

Quais mudanças/tendências na economia moderna despertaram seu interesse e te motivaram a construir a Wairon? 

“Basicamente 2 coisas :

1-O conceito de posse está se modificando. Algumas pessoas estão perdendo a necessidade de ter as coisas e se preocupam mais com o compartilhamento das suas coisas e poder usufruir de produtos e serviços de outros.

2-A possibilidade de poder utilizar a plataforma também com o cunho social de incentivar as pessoas a poder usar suas máquinas de lavar e seu tempo para poderem aumentar sua renda. Tudo isso sem incentivar a informalização de trabalho já que nossos Washers são MEI´s.”

Quais são os benefícios do serviço para os consumidores finais e para os Washers (pessoas que realizam o serviço de lavanderia)?

“O benefício para os consumidores finais é proporcionar uma alternativa para cuidados com roupas que talvez ele nem imagine que exista. Trata-se de solicitação de cuidados com roupas através de uma plataforma de conexão que resulta em clara economia de tempo e dinheiro, mais evidente ainda quando somos comparados com lavanderias e outras alternativas atualmente existentes.

Para o Washer, o benefício claro é o aumento de renda através de um trabalho feito em sua própria casa eliminando tempo de deslocamento. A formalização de seu trabalho através do MEI também lhe dá uma segurança maior por conta dos benefícios e baixo valor de imposto.”

Como vocês enxergam o desafio enfrentado pelas empresas da chamada Economia Compartilhada no Brasil? 

“Entendemos que o caminho é longo e que passa por quebra de paradigmas. Obviamente situações econômicas difíceis incentivam o povo a compartilhar, seja para ganhar algum dinheiro ou mesmo para economizá-lo. Regulamentações são necessárias e devem ser bem elaboradas e acordadas. Os paradigmas de ociosidade e abundância, se bem trabalhados, farão uma enorme diferença para essa evolução. Empresas pioneiras como Uber e AirBnB, entre outros, já abriram muitas portas.”